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FAQ


O que é o HPV?

É a sigla de um vírus muito comum que afeta os humanos, o Papilomavírus Humano (Human Papillomavirus). Hoje são conhecidos mais de 150 tipos diferentes de HPV, sendo que 40 predominam nosórgãos genitais. Os papilomavírus são conhecidos como causadores de tumores benignos (papilomas, verrugas comuns e condilomas). Podem ser transmitidos para qualquer célula da pele ou das mucosas PELO CONTATO, sendo a relação sexual a forma principal de transmissão do vírus na região genital tanto feminina quanto masculina. As regiões mais atingidas são colo do útero, ânus, vulva, pênis, paredes internas na vagina, além da cavidade oral, orofaringe e laringe. Nos homens, a manifestação clínica mais comum da infecção por HPV são as verrugas genitais e anais. Nas mulheres, além das verrugas genitais, é o causador de diversos graus de neoplasia no colo do útero, sendo responsável pelo câncer. Em torno de 20% das mulheres saudáveis (quase metade das muito jovens) tem infecção pelo HPV que é quase sempre asintomática. Uma pequena proporção destas mulheres desenvolverá alguma lesão causada pelo HPV que, se não for tratada, poderá resultar em câncer de colo do útero, em geral 10 ou 20 anos após a infecção pelo HPV. O câncer de colo de útero é o segundo câncer feminino que mais mata no Brasil. Em algumas regiões do país, é também o câncer mais comum entre mulheres. Embora o teste de Papanicolau seja altamente efetivo no diagnóstico precoce e na prevenção do câncer invasivo do colo do útero, a falta de regularidade na realização destes exames preventivos e as baixas taxas de cobertura no país, resultam em taxas de mortalidade e incidência que se mantém ao longo dos anos e continuam elevadas quando comparadas com países mais desenvolvidos.


Como evitar o contágio pelo HPV? Quais formas de contraí-lo? Ele se dá somente pela relação sexual?

A principal forma de transmissão do HPV é pelo contato. No caso dos vírus que estão presentes na região genital, a transmissão se dá sobremaneira pela atividade sexual. Isto implica que a melhor forma de evitar a contaminação é através do controle da atividade sexual, pela redução dos contatos sexuais (número de parceiros, promiscuidade do parceiro) e pela utilização de medidas que protejam do contato (uso de preservativos).


Vi que existem tipos diferentes de HPV. Como eles são classificados?

Entre os mais de 40 tipos diferentes de HPVs preferencialmente encontrados nas mucosas genitais, há os considerados de baixo risco e os de alto risco oncogênico, de acordo com sua associação a lesões benignas (como as verrugas genitais, ou condilomas, onde encontramos os tipos 6 e 11, preferencialmente) ou malignas (câncer e suas lesões precursoras, sendo os tipos 16 e 18 os mais prevalentes em todo o mundo). Este conceito encontra apoio tanto nos estudos epidemiológicos quanto moleculares que indicam seu maior potencial oncogênico, ou seja, de causar alterações neoplásicas, compatíveis com o câncer.


Como detectar o HPV? Ele é visível, ou seja, aparece em forma de verruga, mancha ou dor?

Através de metodologia molecular, sabe-se que entre 15 a 30% da população feminina pode ter o DNA do vírus em células da região genital, sendo mais freqüente em mulheres muito jovens. Isto não implica obrigatoriamente que estas mulheres tenham uma infecção ativa ou mesmo uma lesão associada ao vírus. De fato, a maior parte delas apresenta uma infecção transitória, que em geral é eliminada espontaneamente, desde que a mulher seja imunocompetente e não tenha um perfil de risco para desenvolver a doença (hábitos sexuais de risco, fumo, uso de contraceptivos orais). Nestas, não há nenhuma manifestação clínica, ou seja, não há modo de saber que o vírus está lá, a não ser através de um teste molecular. Em outros casos, no entanto, a paciente apresenta queixas como dor ou prurido locais e algumas vezes as lesões são evidentes (desde pápulas planas, manchas ou até papilomas sobrelevados, de formatos diversos), caracterizando as verrugas (condilomas) a olho nú, ou após magnificação com uma lente, empregando, por exemplo, o colposcópio. No colo do útero, é importante distinguir a lesão benigna da maligna, através da realização de biópsias e confirmação histopatológica. Nos tumores malignos do colo do útero, o DNA dos HPVs de alto risco (principalmente tipos 16, 18, 31, 45 entre outros) está presente em mais de 99% dos casos.


Os médicos estão preparados para lidar com o HPV?

Em geral, há uma grande preocupação no diagnóstico das infecções e lesões causadas por estes vírus, mas apenas uma parte dos médicos está a par do assunto. Muitos ainda pedem o teste molecular de forma indiscriminada, em mulheres sem doença confirmada, que terá pouco ou nenhum significado clínico, causando inúmeros problemas para a paciente. Entre elas, as tentativas de tratamento do vírus, empregando terapêuticas invasivas, e não eficazes, já que ainda não existe tratamento para eliminar o HPV. É claro que as lesões causadas pelo vírus devem ser tratadas, sobretudo aquelas com alto potencial de se transformar em câncer invasivo e neste ponto, diria que a maioria dos médicos está preparada. O problema reside em querer tratar a paciente de uma infecção viral que é transitória na maioria dos casos, sendo eliminada espontaneamente.

Mais informações podem ser encontradas conferindo os websites abaixo:


Guia do HPV

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